Com Giuliano e Renan, Roth colhe frutos de mistério no Inter
29/07 08h21


Fabiana Leal

Direto de Porto Alegre



Na terça-feira, em sua última entrevista coletiva antes do jogo entre Internacional e São Paulo pelas semifinais da Libertadores, o técnico Celso Roth não quis adiantar a escalação colorada para o duelo. Mas deixou boas pistas, e as novidades deram resultado positivo para o time, conforme ele pretendia.

Giuliano, que entrou no segundo tempo, não demorou muito para balançar a rede e virar a sensação do primeiro jogo da semifinal da Libertadores. Já o goleiro Renan não foi muito exigido no primeiro tempo, mas saiu bem nas bolas quando foi requisitado.
Para o treinador, que chegou há cerca de 40 dias no Internacional, a preocupação era as jogadas com bolas paradas, a movimentação dos jogadores e a marcação firme. E foi exatamente nesses quesitos que ele conseguiu a superação. Segundo Roth, Giuliano se destaca pela boa movimentação e pela qualidade, enquanto Renan tem uma boa técnica.
Diante do cenário visto na noite de quarta-feira no Beira-Rio, em Porto Alegre, o técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, disse que a forma como a equipe colorada jogou, com uma forte marcação, o obrigará a fazer mudanças para o jogo do Morumbi no dia 5 de agosto. "Ficamos reféns dos contra-ataques", afirmou ele, que quer que a sua equipe tenha mais movimentação e que tente levar a bola para a frente.
No entanto, para quem pensa que o Internacional vai apostar em se retrancar no jogo de volta, o presidente do clube, Vitório Píffero, disse que isso "não é o melhor caminho". "O empate é nosso. Se fizermos um (gol), eles terão de fazer três", disse Píffero, afirmando que o Inter saiu com um bom resultado do Beira-Rio, já que a intenção era que o time não levasse gol em casa.
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